Meus olhos querem fechar, minha mente descansar e meu corpo relaxar, mas o desejo por expressar as palavras que circundam meus pensamentos é mais forte que eu mesma. Por mais um momento paro e observo o mundo que constituo. As relações não são mais as mesmas, os objetivos mudaram, o sentido de viver foi modificado... As lembranças começam a surgir, as vivências de anos atrás se concretizam em minha vasta imaginação... Os sorrisos, as brincadeiras, as palavras...
Muitos dizem que as crianças são ingênuas. Eu prefiro acreditar que elas são tão francas, sinceras e transparentes em seus gestos e atitudes, que por aqueles que não exercem tais características são vistas como “ingênuas”. É na dita ingenuidade de uma criança que se encontra a veracidade do que se pensa e realmente deseja, do que se sonha, do que é almejado.
Fico a imaginar porque ao crescermos deixamos de lado essas belas características. Muitos dizem que aprendemos com o mundo, que é este que nos molda. Mas e o que pensamos? E o que realmente queremos ser? Onde ficam tais coisas? Talvez elas sejam abandonadas, deixadas de lado, esquecidas em um canto qualquer. Ou mesmo podem estar guardadas em uma caixinha dentro de nós mesmos.
Agora, o porquê de elas estarem escondidas nessa caixinha é uma questão a se pensar...
Você já parou para pensar onde se encontra a sua caixinha? Em que canto a deixou?
Será que nunca teremos a coragem de procurar essa caixinha e abri-la para o mundo?
Será que nunca teremos a coragem de expressar o que realmente sentimos, de sorrir quando sentimos uma pontinha de felicidade e satisfação, de chorar sem se preocupar com a pessoa que está nos vendo... De expressar nossa insatisfação e indignação diante de determinadas situações? De assumirmos uma posição diante daquilo que concordamos ou discordamos...?
O mundo de hoje quer nos tirar a inteligência, a racionalidade. Quando deixamos nossa caixinha de lado, deixamos com ela o nosso próprio ser! Fechamo-nos para nós mesmos e deixamos que os demais tomem as rédeas da nossa vida. Temos um medo gigante de enfrentarmos o mundo mostrando quem realmente somos, o que realmente objetivamos.
E o pior é pensarmos o seguinte: Até quando nossa caixinha ficará abandonada num canto qualquer? E o sentido da vida, onde fica?
O ruim é pensar até quando nossa caixinha ficará abandonada num canto qualquer. E ver que o sentido da vida é de certa forma, distorcido pelas concepções aceitas socialmente. Sendo em vários casos contrárias ao que realmente somos.
E você... Vai deixar a sua caixinha em um canto por aí, longe da sua realidade, do seu mundo, das suas vivências? Você não acha que essa caixinha não merece ser valorizada, tornando-se concreta em sua vida?
Reclamamos muito da vida que temos. Nunca estamos satisfeitos com o que usufruímos. Mas é de suma importância que pensemos se estamos buscando alguma melhoria que venha a modificar essa realidade!
Não adianta sentarmos diante do que se passa em nosso mundo e assistirmos inertes e inativos a mesma!
A vida está se passando, e ela aumenta sua velocidade a cada segundo que decorre no relógio da existência. Por esse motivo se você quer viver melhor, ou pelo menos fazer a sua parte, abra a sua caixinha e deixe os sentimentos, os sonhos e as ideias se concretizarem dentro da sua realidade. Deixe que a “ingenuidade” se faça presente em sua vida. Não deixe as lembranças adormecidas em sua memória. Lembre-se dos sorrisos dados, das brincadeiras realizadas, das palavras ditas e outras tantas escondidas nos esconderijos de nossas mente. Não pense no que os outros vão pensar de você, mas sim no que você vai pensar de si mesmo quando o tempo passar e você não puder mais voltar atrás, e assim tentar fazer tudo diferente do feito hoje.
(Edilyanne Dias)

Deixa eu ir atrás da minha caixinha.
ResponderExcluirVai lá moça!!! Procura ela direitinho e utiliza o que ela tem de melhor!!! Abraço p te ! ^^
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