segunda-feira, 23 de maio de 2011

Onde Fica o Ser Na Conjuntura Atual?


Analisando a realidade em que estamos inseridos cotidianamente me vem na mente diversas indagações que me fazem pensar e refletir sobre o tipo de vida que nós como sociedade adotamos e consideramos como adequada e moralmente aceita.

O homem além de ser um ser biológico, é um ser constituído primordialmente de sua subjetividade. Essa que caracteriza significativamente sua existência no contexto social. Essa subjetividade de maneira geral e objetiva é o “jeito de ser” que cada um de nós apresenta. Onde nossos valores, interesses, singularidades, objetivos e ideologias se fazem presentes de maneira clara e efetiva. Além da subjetividade ainda possuímos uma característica peculiar em relação aos demais seres, somos seres sócio históricos, formados pela historicidade e relações sociais que nos circunda.

Você certamente está se perguntando o porquê destas palavras...  Por qual razão escrevi estas poucas linhas... Qual o verdadeiro sentido que elas possuem....

Vivemos em uma sociedade, ou melhor, constituímos uma sociedade onde os valores humanos e subjetivos são constantemente substituídos por valores materialistas e individualistas. De forma a nos remetermos àquela velha frase que muitos conhecem superficialmente e poucos analisam criticamente, “No mundo atual, o que vale é o ter, e não o ser!” Nesse contexto é facilmente perceptível que não dispomos de uma sociedade crítica, uma sociedade onde se busque a concretização de direitos, a de uma vida justa e igualitária.
Ao contrário, vivemos imersos em ideologias egocêntricas, individualistas e ambiciosas. Todas estas acentuadas pelo sistema capitalista vigorante, que a cada dia se fortifica e eleva os índices de pauperização em todo o mundo. Esse modelo Neoliberal que aguça as características “desumanas” que possuímos, passando o objetivar primordialmente o desenvolvimento econômico nos coloca em ambientes onde gestos simples como um sorriso ou um abraço são trocados por stress e pela ampla concorrência. Até por que nos dias de hoje não nos vemos como seres humanos em si, mas sim como adversários, competidores de um jogo onde só os mais “fortes” sobrevivem. Mas o que seria ser mais forte?
Muitos afirmam que ser forte hoje é estar sempre buscando uma maior qualificação em sua área de atuação perante a ampla concorrência que o sistema nos impõe. Em parte ainda concordo com essa qualificação, mas acredito que ser forte consiste em buscarmos adquirir cada vez mais o conhecimento, não para dizermos que sabemos de tudo, mas para podermos entender a realidade que vivemos. Compreender a historicidade e as particularidades que cada um de nós possui. De forma a não condenarmos e discriminarmos alguém pelo simples fato de ter cometido algo que a moral social diz ser errôneo, pelo contrário, para podermos saber o que realmente levou a tal pessoa praticar tal ato é imprescindível que saibamos o que o levou a tal situação.

Venho aqui para defender a ideia de que a sociedade necessita urgentemente do resgate pelos verdadeiros valores que impulsionam o crescimento humano, não apenas e exclusivamente o econômico, mas principalmente no que se refere à educação e ao contexto social. O contexto atual  precisa de pessoas críticas, que não hesitem em reivindicar direitos, em cobrar aos ditos “políticos”  a efetiva execução da bela constituição que dispomos. 
Como nos fala Marilda Iamamoto, Assistente Social brasileira de alto gabarito e de . reconhecimento nacional, “O momento que vivemos é um momento de desafios. Mas do que nunca é preciso ter coragem, é preciso ter esperanças para enfrentar o presente. É preciso resistir e sonhar. É necessário alimentar os sonhos e concretizá-los dia-a-dia no horizonte de novos tempos mais humanos, mais justos, mais solidários”. (IAMAMOTO:2008)
Assim concluo dizendo que é preciso sermos verdadeiramente seres humanos. Não podemos nos deixar dominar pelos paradigmas existentes. Não somos máquinas! Somos indivíduos pensantes, capazes de modificar a dura e triste realidade atual. Por isso... Pare, Pense, Reflita e Atue!

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