Quanto mais leio e vivo percebo que os sentimentos e laços afetivos que nos unem e que nos circundam são subjetivos e possuem sentido próprio. É como se eles gozassem de certa independência.
No mundo em que vivemos, somos ensinados a não demonstramos o que realmente sentimos, a não dizer para as pessoas o quanto elas são importantes em nossa existência. Tudo isso por medo. Por receio em ser vistos como fracos vulneráveis e suscetíveis às decepções. Por puro medo de errarmos e nos machucarmos.
Talvez você que está neste momento lendo estas palavras deva estar pensando que estou falando besteira. Que estou apenas viajando em meio aos meus pensamentos. Mas tente vasculhar um pouco as suas memórias e pense comigo...
Quantas vezes você disse a sua Mãe e/ou ao seu pai o quanto os ama na frente de outras pessoas? Quantas vezes você abraçou seu amigo quando sentiu vontade? Quantas vezes você deixou que as lágrimas rolassem pelo seu rosto enquanto algo te entristecia e te incomodava? Quantas vezes você deixou de sorrir por medo de ser mal interpretada (o)?
O mundo que vivemos quer nos tornar cada vez mais ambiciosos e insensíveis. Ele quer nos moldar de acordo com seus objetivos. Quer nos iludir com personalidades frias e ditas fortes. Quer nos fazer abdicar da criticidade de nossos pensamentos. Deixar-nos inertes diante das atrocidades e injustiças decorrentes.
O “engraçado” é saber que esse mundo é construído por todos nós. Que esse mundo de que falo não é aquele determinado pelas leis da física e da biologia como o positivismo nos coloca, não sendo assim definidos pela objetividade e cientificidade das ciências exatas. Pelo contrário, o mundo de que discorro se trata das ralações construídas socialmente, pelos laços que nos une e nos separa, pela subjetividade e particularidades que cada um possui dentro de si mesmo. Por toda historicidade constituída a partir de ideais e ações de nossos antepassados. Não vivemos diante de tudo isso pelo simples fato de querermos viver de tal forma. Há muito mais além desse querer. Há muito mais por trás de cada gesto, por trás de cada pensamento teu.
O bom é saber que se tudo é fruto de nós seres humanos, se torna possível nos modificarmos. Transformado nossa realidade e invertendo certos conceitos, sentidos e valores tidos nos dias atuais.
Por isso... Não ouse recuar diante de um sentimento de afeição e carinho com teu próximo! Não ouse abdicar de suas emoções por medo do que os outros vão pensar.
Não finja não sentir! Não deixe que o tempo passe, que as oportunidades se dispensam de sua pessoa. Deixe de lado todos os preceitos que te dizem como ser. Seja você mesmo (a)!
Não deixe de viver por ideologias alheias. A vida se passa a cada segundo com mais velocidade, por esse motivo, não deixe que o tempo leve consigo tudo aquilo que um dia poderia ter te feito sorrir, ter te trago a felicidade!
Viver não é apenas respirar, não é apenas sentir o coração batendo, o sangue pulsando em suas veias. Viver está muito além de tudo isso. Pense nisso! Pense em você... Em sua própria maneira de ver e viver o mundo!
(Edilyanne Dias)
