Mais uma vez paro e deixo que as palavras deem vida e forma aos meus pensamentos, principalmente no que se refere à sociedade que constituímos.
Entristece-me ver como vivemos nos dias de hoje. Onde os valores perdem o seu sentido real, perdem o seu caráter humano, passando a serem embasados nos interesses próprios, ou mesmo nos interesses de outrem.
A consciência que a maioria da nossa população possui atualmente não parte de seus próprios pensamentos, de suas ideologias e conceitos, mas sim da imposição dos interesses e ideais daqueles que possuem mais números em sua conta bancária.
O que se acredita não está baseado nas leis que supostamente regem a nossa conduta, que regulam o nosso país, mas sim nas determinações postas pelos ditos “políticos”. Esses que fazem uso de sua posição de forma arbitrária. Não como representantes do povo, pelo contrário, abusam de sua autoridade e se acham estar num patamar mais importante que a classe popular. Pensam que por serem autoridades políticas possuem a abertura de humilhar, ameaçar e coibir aqueles que se mostram mais vulneráveis, esses que em sua maioria são aquelas pessoas que não tiveram acesso à educação, e por esse motivo são facilmente influenciados. Vivendo imersos a alienação política e ideológica. Para deixar mais claro uma pessoa alienada é aquela que não tem consciência da verdadeira realidade em que se insere, são aquelas pessoas que vivem tendo como base a ideia de outras pessoas.
Quando se fala em alienação política se fala em ausência de cidadania, em ausência de autenticidade, em falta de conhecimento e interesse pela realidade que há por trás de um abraço de um candidato em época de eleição, entre outros inúmeros exemplos que infelizmente fazem parte do nosso país.
O mais triste de tudo, posso até dizer que altamente preocupante, é saber que a maioria das pessoas está se alienando cada vez mais. Um bom exemplo disso é o fato de antes termos tido jovens que lutavam por seus direitos como cidadãos, que enfrentavam o regime ditatorial em busca de melhores condições de vida e existência. Já hoje os jovens se calam, consentem com a maior facilidade, e acham maravilhoso quando se fala em festas em praça pública. Onde fica a nossa responsabilidade diante de todas as lutas antes travadas pelos direitos hoje garantidos pela nossa legislação? Como o voto em nosso país?!!
Por outro lado muitos se defendem dizendo que não adianta se confrontar com aqueles que estão no “poder”, que a corda sempre arrebenta do lado mais fraco. Mas minha gente! Enquanto continuarmos com esse pensamento a realidade jamais será modificada, os direitos continuaram sendo esquecidos pelos nossos gestores, as leis não serão aplicadas na prática como deveriam ser.
Você que está lendo, ou ouvindo, essas palavras pode até pensar: “Quem sou eu para fazer alguma diferença no mundo em que vivo?”. E eu te digo com toda franqueza que possuo: “Você é um cidadão, um ser que possui direitos e deveres, e principalmente, um ser pensante e que pode lutar pelos seus sonhos, que pode lutar pelos seus direitos. Deixe de lado o pensamento pessimista de que você nada pode fazer, e que a sua atitude não muda em nada o que vivemos. Você pode fazer a sua parte, e é isso o que importa. Será apenas quando cada um de nós pararmos para pensar no que realmente vale a pena na vida que a triste realidade que se tem hoje poderá vir a ser modificada.
(Edilyanne Dias)
